(Fonte: Cristianismo Hoje) - Uma série de novas publicações dedicadas àquele público simplesmente demolem os conceitos tradicionais de família e os papéis normalmente atribuídos a meninos e meninas. Os protagonistas das histórias têm comportamento heterodoxo: garotos usam sandálias cor-de-rosa, meninas querem trabalhar como bombeiros quando crescerem e a figura do papai não é necessariamente a de quem sai para trabalhar enquanto a mamãe fica em casa cuidando do jantar.
“Nosso objetivo é dar às crianças a liberdade de criar sua própria identidade, sem padrões pré-concebidos e sem preconceitos de sexo, raça e sexualidade”, explica a escritora Karin Salmson, co-fundadora da editora Vilda. Nestas novas coleções infantis, as crianças também podem ter dois pais ou duas mães – casais do mesmo sexo são personagens de vários livros – ou ser filhos de mães solteiras. No entender dos editores, esses tipos de grupamento familiar devem ser considerados normais na sociedade moderna. “Temos várias famílias assim na Suécia, mas esta realidade não está refletida nos livros infantis”, justifica Karin, que acaba de lançar uma coleção de seis volumes.
No livro "Magic, Cilla&Baby", de Eva Lundgren, o menino Kasper é ruim de bola e outro garoto, Olle, gosta de maquiagem, enquanto a menina Inger é famosa por seus gols de placa no hóquei e sua amiga Ellinor passa os dias tocando guitarra elétrica. Em "Sandaler" (Sandálias), o personagem Imannuel é um menino que adora seus sapatos cor-de-rosa. “Queremos quebrar as regras rígidas que determinam o que um menino e uma menina devem ser ou fazer, e ampliar os horizontes da criança”, acrescenta a escritora, que é casada e tem três filhos. A Vilda e outra publicadora menor, chamada Olika, foram lançadas no ano passado com a meta declarada de promover os valores liberais da Suécia entre a nova geração.
No jornal Svenska Dagbladet, a crítica literária Lena Kåreland reconheceu que as novas coleções infantis estão despertando interesse, e que livros que questionam os papéis atribuídos aos sexos exercem uma função importante. Mas ela adverte que a ânsia de fazer livros politicamente corretos não deve comprometer a qualidade literária. “Simplesmente trocar os papéis e colocar os homens atrás do fogão e mulheres ao volante do carro não significa alcançar mudanças profundas”, avalia. A crítica literária do jornal Dagens Nyheter foi mais ácida: “Para estas editoras, os próprios valores são sua prioridade principal, e na minha opinião esta é simplesmente uma abordagem errada para fazer bons livros infantis”, escreveu Lotta Olsson.
Karin Salmson simplesmente encolhe os ombros. Para ela, tais críticas refletem um “elitismo cultural” que não reflete não reflete a ampla aceitação que os livros estariam obtendo entre os pais suecos: “Queremos mostrar às crianças que o mundo pode ser muito maior do que elas pensavam”, encerra.
Extraído do Site: O Verbo
Era só o que faltava. Infelizmente essa é a atual realidade, não só da Suécia, mas de toda a Europa. Que Deus tenha misericórdia do velho continente!
“Nosso objetivo é dar às crianças a liberdade de criar sua própria identidade, sem padrões pré-concebidos e sem preconceitos de sexo, raça e sexualidade”, explica a escritora Karin Salmson, co-fundadora da editora Vilda. Nestas novas coleções infantis, as crianças também podem ter dois pais ou duas mães – casais do mesmo sexo são personagens de vários livros – ou ser filhos de mães solteiras. No entender dos editores, esses tipos de grupamento familiar devem ser considerados normais na sociedade moderna. “Temos várias famílias assim na Suécia, mas esta realidade não está refletida nos livros infantis”, justifica Karin, que acaba de lançar uma coleção de seis volumes.
No livro "Magic, Cilla&Baby", de Eva Lundgren, o menino Kasper é ruim de bola e outro garoto, Olle, gosta de maquiagem, enquanto a menina Inger é famosa por seus gols de placa no hóquei e sua amiga Ellinor passa os dias tocando guitarra elétrica. Em "Sandaler" (Sandálias), o personagem Imannuel é um menino que adora seus sapatos cor-de-rosa. “Queremos quebrar as regras rígidas que determinam o que um menino e uma menina devem ser ou fazer, e ampliar os horizontes da criança”, acrescenta a escritora, que é casada e tem três filhos. A Vilda e outra publicadora menor, chamada Olika, foram lançadas no ano passado com a meta declarada de promover os valores liberais da Suécia entre a nova geração.
No jornal Svenska Dagbladet, a crítica literária Lena Kåreland reconheceu que as novas coleções infantis estão despertando interesse, e que livros que questionam os papéis atribuídos aos sexos exercem uma função importante. Mas ela adverte que a ânsia de fazer livros politicamente corretos não deve comprometer a qualidade literária. “Simplesmente trocar os papéis e colocar os homens atrás do fogão e mulheres ao volante do carro não significa alcançar mudanças profundas”, avalia. A crítica literária do jornal Dagens Nyheter foi mais ácida: “Para estas editoras, os próprios valores são sua prioridade principal, e na minha opinião esta é simplesmente uma abordagem errada para fazer bons livros infantis”, escreveu Lotta Olsson.
Karin Salmson simplesmente encolhe os ombros. Para ela, tais críticas refletem um “elitismo cultural” que não reflete não reflete a ampla aceitação que os livros estariam obtendo entre os pais suecos: “Queremos mostrar às crianças que o mundo pode ser muito maior do que elas pensavam”, encerra.
Extraído do Site: O Verbo
Era só o que faltava. Infelizmente essa é a atual realidade, não só da Suécia, mas de toda a Europa. Que Deus tenha misericórdia do velho continente!
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